terça-feira, 2 de abril de 2013

Comprando o livro pela capa: La carte et le territoire

" Si Jed Martin, le personnage principal de ce roman, devait vous en raconter l’histoire, il commencerait peut-être par vous parler d’une panne de chauffe-eau, un certain 15 décembre.
Ou de son père, architecte connu et engagé, avec qui il passe seul de nombreux réveillons de Noël. Il évoquerait certainement Olga, une très jolie Russe rencontrée au début de sa carrière, lors d’une première exposition de son travail photographique à partir de cartes routières Michelin. C’était avant que le succès mondial n’arrive avec la série des « métiers », ces portraits de personnalités de tous milieux (dont l’écrivain Michel Houellebecq), saisis dans l’exercice de leur profession.
Il devrait dire aussi comment il aida le commissaire Jasselin à élucider une atroce affaire criminelle, dont la terrifiante mise en scène marqua durablement les équipes de police. Sur la fin de sa vie il accèdera à une certaine sérénité, et n’émettra plus que des murmures. L’art, l’argent, l’amour, le rapport au père, la mort, le travail, la France devenue un paradis touristique sont quelques-uns des thèmes de ce roman, résolument classique et ouvertement moderne." 


A descrição acima está na contra capa de La carte et le territoire, segundo livro que li do polemico escritor francês Michel Houellebecq . Nesse livro vamos acompanhar a vida de Jed Martin, um artista que possui tanto vida como obra meio que singulares.
Órfão de mãe desde a infância ele foi criado por um pai distante, após passar por uma escola de Belas Artes ele se estabelece em Paris. Como Jed Martin não é exatamente um tipo muito fácil ele passa por fases artísticas, ele inicia com fotografias, passa a montagens, depois pinturas e ao final de sua vida cria um método todo seu de registrar os objetos pelo qual era obcecado.
No plano pessoal nosso personagem passa por pequenos períodos em que ele se relaciona com algumas pessoas os quais se alternam com longos períodos em que o máximo de contato que ele mantém é um esboço de sorriso para o caixa do supermercado que ele frequenta. 
Achei meio estranho o personagem Jed Martin se relacionar no livro com o escritor Michel Houellebecq, Jed convida o escritor para fazer a apresentação de uma exposição de quadros que ele irá celebrar, o personagem então passa a traçar uma imagem sobre o escritor nada elogiosa. 
Esse livro ganhou o premio Goncourt em 2010, mas logo depois foi pego em uma polemica pelo uso sem autorização de passagens do Wikipédia, um ano depois do lançamento do livro o autor passou a incluir na obra  um agradecimento ao Wikipédia.
O livro é ruim? Não, não é, mas algo me incomoda nos livros de Michel Houellebecq, não é somente a provocação constante que permeia seus livros, o ponto que me incomoda mais são os personagens típicos do Michel Houellebecq, frios, distantes, pessoas que não conseguem manter relacionamentos com outros seres humanos.

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