Se arrependimento matasse eu estava frito, La Fiesta del Chivo ficou mais de uma ano parado em casa a espera de ser lido, posterguei a sua leitura de todas as formas possíveis, somente foi lido porque a outra opção tinha mais de 900 paginas e a preguiça falou mais alto.
Mario Vargas Llosa nos apresenta nesse livro o último dia na vida do ditador Trujillo, que governou a Republica Dominicana por 31 anos.
A historia é contada de 3 pontos de vista: do próprio Trujillo, de seus executores e através dos olhos de uma emigrada dominicana que relembra sua juventude, de uma forma amarga, durante uma visita a seu pai moribundo.
Das três narrativas a mais complexa é a dos executores, Mario Vargas Llosa analisa a razão a qual levou cada um deles a participar do atentado de uma forma bem detalhada.
Já a narrativa mais envolvente com certeza é a de Urania Cabral, a qual te prende até o final para saber qual o terrível segredo que a fez abandonar o país e nutrir uma ira tão grande contra seu pai.
Esse não é um livro para quem têm estomago fraco, descrições de torturas e de violência permeiam pelo livro ao meso tempo que historia e ficção se mesclam a todo momento em um livro excepcional.
Sinopsis: "¿Por qué regresa Urania Cabral a la isla que juró no volver a pisar? ¿Por qué
sigue vacía y llena de miedo desde los catorce años? ¿Por qué no ha tenido un solo amor?
En La Fiesta del Chivo asistimos a un doble retorno. Mientras Urania visita a su padre en
Santo omingo, volvemos a 1961, cuando la capital dominicana aún se llamaba Ciudad
Trujillo. Allí un hombre que no suda tiraniza a tres millones de personas sin saber que se
gesta una maquiavélica transición a la democracia."
http://www.caratula.net/ediciones/39/critica-achaverri.php
http://gabrielmario.blogspot.com.br/2010/10/critica-de-la-fiesta-del-chivo.html
terça-feira, 7 de maio de 2013
segunda-feira, 6 de maio de 2013
I Cento Passi
"Peppino: Sei andato a scuola, sai contare?
Vito: Come contare?
Peppino: Come contare? 1, 2, 3... Sai contare?
Vito: Si, so contare
Peppino: E camminare?
Vito: So camminà
Peppino: E contare e camminare insieme lo sai fare?
Vito: Si, penso di si
Peppino: Allora forza, conta e cammina: 1, 2, 3... 97, 98, 99 e cento. Lo sai chi ci abita qua? Ah, u zù Tanu ci abita qua! Cento passi ci sono da casa nostra, cento passi!"
I Cento Passi é um filme que a conta a vida de Peppino Impastato, jovem siciliano que se rebela contra a presença marcante da mafia na vida politica de sua cidade. Peppino e seus amigos criam uma radio e começam uma campanha ostensiva para tentar frenar a ação dos grupos mafiosos.
Infelizmente Peppino não teve um final feliz e demorou mais de 24 até que sua morte fosse oficialmente elucidada e os culpados presos. I Cento Passi é mais do que um filme sobre a mafia, ele fala de luta por um ideal, mesmo que essa luta coloque em risco a sua segurança.
Modena City Ramblers I Cento Passi por ConteRosso76
Vito: Come contare?
Peppino: Come contare? 1, 2, 3... Sai contare?
Vito: Si, so contare
Peppino: E camminare?
Vito: So camminà
Peppino: E contare e camminare insieme lo sai fare?
Vito: Si, penso di si
Peppino: Allora forza, conta e cammina: 1, 2, 3... 97, 98, 99 e cento. Lo sai chi ci abita qua? Ah, u zù Tanu ci abita qua! Cento passi ci sono da casa nostra, cento passi!"
I Cento Passi é um filme que a conta a vida de Peppino Impastato, jovem siciliano que se rebela contra a presença marcante da mafia na vida politica de sua cidade. Peppino e seus amigos criam uma radio e começam uma campanha ostensiva para tentar frenar a ação dos grupos mafiosos.
Infelizmente Peppino não teve um final feliz e demorou mais de 24 até que sua morte fosse oficialmente elucidada e os culpados presos. I Cento Passi é mais do que um filme sobre a mafia, ele fala de luta por um ideal, mesmo que essa luta coloque em risco a sua segurança.
Modena City Ramblers I Cento Passi por ConteRosso76
terça-feira, 2 de abril de 2013
Comprando o livro pela capa: La carte et le territoire
" Si Jed Martin, le personnage principal de ce roman, devait vous en raconter l’histoire, il commencerait peut-être par vous parler d’une panne de chauffe-eau, un certain 15 décembre.
Ou de son père, architecte connu et engagé, avec qui il passe seul de nombreux réveillons de Noël. Il évoquerait certainement Olga, une très jolie Russe rencontrée au début de sa carrière, lors d’une première exposition de son travail photographique à partir de cartes routières Michelin. C’était avant que le succès mondial n’arrive avec la série des « métiers », ces portraits de personnalités de tous milieux (dont l’écrivain Michel Houellebecq), saisis dans l’exercice de leur profession.
Il devrait dire aussi comment il aida le commissaire Jasselin à élucider une atroce affaire criminelle, dont la terrifiante mise en scène marqua durablement les équipes de police. Sur la fin de sa vie il accèdera à une certaine sérénité, et n’émettra plus que des murmures. L’art, l’argent, l’amour, le rapport au père, la mort, le travail, la France devenue un paradis touristique sont quelques-uns des thèmes de ce roman, résolument classique et ouvertement moderne."
A descrição acima está na contra capa de La carte et le territoire, segundo livro que li do polemico escritor francês Michel Houellebecq . Nesse livro vamos acompanhar a vida de Jed Martin, um artista que possui tanto vida como obra meio que singulares.
Órfão de mãe desde a infância ele foi criado por um pai distante, após passar por uma escola de Belas Artes ele se estabelece em Paris. Como Jed Martin não é exatamente um tipo muito fácil ele passa por fases artísticas, ele inicia com fotografias, passa a montagens, depois pinturas e ao final de sua vida cria um método todo seu de registrar os objetos pelo qual era obcecado.
No plano pessoal nosso personagem passa por pequenos períodos em que ele se relaciona com algumas pessoas os quais se alternam com longos períodos em que o máximo de contato que ele mantém é um esboço de sorriso para o caixa do supermercado que ele frequenta.
Achei meio estranho o personagem Jed Martin se relacionar no livro com o escritor Michel Houellebecq, Jed convida o escritor para fazer a apresentação de uma exposição de quadros que ele irá celebrar, o personagem então passa a traçar uma imagem sobre o escritor nada elogiosa.
Esse livro ganhou o premio Goncourt em 2010, mas logo depois foi pego em uma polemica pelo uso sem autorização de passagens do Wikipédia, um ano depois do lançamento do livro o autor passou a incluir na obra um agradecimento ao Wikipédia.
O livro é ruim? Não, não é, mas algo me incomoda nos livros de Michel Houellebecq, não é somente a provocação constante que permeia seus livros, o ponto que me incomoda mais são os personagens típicos do Michel Houellebecq, frios, distantes, pessoas que não conseguem manter relacionamentos com outros seres humanos.
Ou de son père, architecte connu et engagé, avec qui il passe seul de nombreux réveillons de Noël. Il évoquerait certainement Olga, une très jolie Russe rencontrée au début de sa carrière, lors d’une première exposition de son travail photographique à partir de cartes routières Michelin. C’était avant que le succès mondial n’arrive avec la série des « métiers », ces portraits de personnalités de tous milieux (dont l’écrivain Michel Houellebecq), saisis dans l’exercice de leur profession.
Il devrait dire aussi comment il aida le commissaire Jasselin à élucider une atroce affaire criminelle, dont la terrifiante mise en scène marqua durablement les équipes de police. Sur la fin de sa vie il accèdera à une certaine sérénité, et n’émettra plus que des murmures. L’art, l’argent, l’amour, le rapport au père, la mort, le travail, la France devenue un paradis touristique sont quelques-uns des thèmes de ce roman, résolument classique et ouvertement moderne."
A descrição acima está na contra capa de La carte et le territoire, segundo livro que li do polemico escritor francês Michel Houellebecq . Nesse livro vamos acompanhar a vida de Jed Martin, um artista que possui tanto vida como obra meio que singulares.
Órfão de mãe desde a infância ele foi criado por um pai distante, após passar por uma escola de Belas Artes ele se estabelece em Paris. Como Jed Martin não é exatamente um tipo muito fácil ele passa por fases artísticas, ele inicia com fotografias, passa a montagens, depois pinturas e ao final de sua vida cria um método todo seu de registrar os objetos pelo qual era obcecado.
No plano pessoal nosso personagem passa por pequenos períodos em que ele se relaciona com algumas pessoas os quais se alternam com longos períodos em que o máximo de contato que ele mantém é um esboço de sorriso para o caixa do supermercado que ele frequenta.
Achei meio estranho o personagem Jed Martin se relacionar no livro com o escritor Michel Houellebecq, Jed convida o escritor para fazer a apresentação de uma exposição de quadros que ele irá celebrar, o personagem então passa a traçar uma imagem sobre o escritor nada elogiosa.
Esse livro ganhou o premio Goncourt em 2010, mas logo depois foi pego em uma polemica pelo uso sem autorização de passagens do Wikipédia, um ano depois do lançamento do livro o autor passou a incluir na obra um agradecimento ao Wikipédia.
O livro é ruim? Não, não é, mas algo me incomoda nos livros de Michel Houellebecq, não é somente a provocação constante que permeia seus livros, o ponto que me incomoda mais são os personagens típicos do Michel Houellebecq, frios, distantes, pessoas que não conseguem manter relacionamentos com outros seres humanos.
quinta-feira, 14 de março de 2013
El Sueño de Morfeo - Buscamos Sonrisas
Buscamos Sonrisas é o quarto cd da banda espanhola El Sueño de Morfeo (quinto se for contado Del Interior lançado como Xemá).
O novo cd têm uma sonoridade mais próxima dos primeiros cds da banda, um pop mais puxado para o folk celta do que para o rock. Claro que estamos falando de uma banda POP, não vamos esperar por uma obra de arte nem mesmo um disco revolucionário,nada disso, temos 13 canções agradáveis, sendo que algumas grudam no ouvido e não parecem mais querer desgrudar.
El Sueño De Morfeo - Depende de Ti por manuelgold
EL SUEÑO DE MORFEO - Lo mejor está por llegar from www.rubenfernandez.com on Vimeo.
A banda foi escolhida para representar a Espanha no Eurovisíon de 2013, abaixo uma entrevista com a banda sobre os preparativos para o concurso.
O novo cd têm uma sonoridade mais próxima dos primeiros cds da banda, um pop mais puxado para o folk celta do que para o rock. Claro que estamos falando de uma banda POP, não vamos esperar por uma obra de arte nem mesmo um disco revolucionário,nada disso, temos 13 canções agradáveis, sendo que algumas grudam no ouvido e não parecem mais querer desgrudar.
El Sueño De Morfeo - Depende de Ti por manuelgold
EL SUEÑO DE MORFEO - Lo mejor está por llegar from www.rubenfernandez.com on Vimeo.
A banda foi escolhida para representar a Espanha no Eurovisíon de 2013, abaixo uma entrevista com a banda sobre os preparativos para o concurso.
Eurovisión 2013 - ESDM - El Sueño de Morfeo nos presenta sus cuatro canciones para Eurovisión 2013
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Comprando o livro pela capa: Plateforme
Até agora a maior parte de minhas leituras em francês tinham sido através das traduções de um escritor japonês, Haruki Murakami, depois de ler em alguns blogs criticas elogiosas a um livro chamado O Mapa e o Território decidi ler um pouquinho mais de escritores franceses e me aventurarei com o autor francês Michel Houellebecq.
outras opiniões:
+ http://www.parutions.com/pages/1-1-211-1138.html
+/- http://www.routard.com/mag_livre/101/plateforme.htm
- http://www.telerama.fr/livres/plateforme,62141.php
Para baratear o frete acabei trazendo 3 livros dele de uma vez: La carte et le territoire, Les particules élémentaires e Plateforme.
Le mot d´editeur: Plateforme
"Dès qu'ils ont quelques jours de liberté les habitants d'Europe occidentale se précipitent à l'autre bout du monde, ils traversent la moitié du monde en avion, ils se comportent littéralement comme des évadés de prison. Je ne les en blâme pas ; je me prépare à agir de la même manière.» Après la mort de son père, Michel, fonctionnaire de quarante ans blasé, décide de partir en Thaïlande pour goûter aux plaisirs exotiques. Il y rencontre Valérie, cadre dans une grande société de voyages, à qui il soufflera sa théorie sur les vraies motivations des Européens en quête de sensations fortes. Embarqué dans la lutte pour le profit à tout prix, où le corps est plus que jamais une marchandise, Michel jette un regard cynique sur la société occidentale. Mais dans la violence crue de ses constats, il sera peut-être surpris de découvrir que l'être humain est encore capable de sentiments..."
Plateforme, conta a estoria do quarentão Michel, que leva leva uma vidinha medíocre, funcionário burocrático do governo no Ministério da Cultura Francês. Após a morte de seu pai ele decidi partir para um período de ferias na Tailândia, a escolha do destino foi baseada na clara vontade do personagem em fazer turismo sexual. Durante as ferias ele conhece Valérie e após o retorno dos dois a Paris, apesar de tudo parecer conspirar contra, eles passam a ter uma vida em conjunto.
Valérie trabalha com turismo, e junto com seu chefe recebem uma proposta tentadora de mudança de emprego. Tudo parece ir bem, crescimento profissional e uma vida a dois que está funcionando bem,quando eventos devastadores ocorrem e desmoronam tudo.
O escritor Michel Houellebecq se utiliza de uma linguagem bem crua, as descrições das cenas de sexo são praticamente pornográficas, ele não passa nem um tipo de romantismo no seu livro.
Através de seus personagens ele vai tratar de uma discussão sobre a questão do turismo sexual, o que leva os europeus a não se satisfazerem em seus países e o porque eles procurariam satisfazer seu apetite sexual em países periféricos.
Um tema polemico para um autor extremamente polemico, Michel Houellebecq não parece deixar ninguém indiferente. Acabei a leitura com meu estomago embrulhado, tamanha a violência da parte final do livro.
Le mot d´editeur: Plateforme
"Dès qu'ils ont quelques jours de liberté les habitants d'Europe occidentale se précipitent à l'autre bout du monde, ils traversent la moitié du monde en avion, ils se comportent littéralement comme des évadés de prison. Je ne les en blâme pas ; je me prépare à agir de la même manière.» Après la mort de son père, Michel, fonctionnaire de quarante ans blasé, décide de partir en Thaïlande pour goûter aux plaisirs exotiques. Il y rencontre Valérie, cadre dans une grande société de voyages, à qui il soufflera sa théorie sur les vraies motivations des Européens en quête de sensations fortes. Embarqué dans la lutte pour le profit à tout prix, où le corps est plus que jamais une marchandise, Michel jette un regard cynique sur la société occidentale. Mais dans la violence crue de ses constats, il sera peut-être surpris de découvrir que l'être humain est encore capable de sentiments..."
outras opiniões:
+ http://www.parutions.com/pages/1-1-211-1138.html
+/- http://www.routard.com/mag_livre/101/plateforme.htm
- http://www.telerama.fr/livres/plateforme,62141.php
Thomas Dutronc
Thomas Dutronc tinha tudo para não dar certo no meio musical, filho do cantor e ator Jacques Dutronc e tendo como mamãe nada mais nada menos que Françoise Hardy, não seria fácil para ninguém com esse parentesco conseguir escapar das comparações e iniciar uma carreira tão interessante no meio musical, além de ajudar a mamãe nos seus últimos discos e escrever trilhas para filmes, ele também já lançou dois cds com um tipo de música chamada de Jazz Mamouche.
Seu primeiro cd foi lançado em 2007, Comme un manouche sans guitar.
O cd foi puxado pelo single J'aime plus Paris. São 14 faixas sendo 3 instrumentais. Como dito no site da Fnac a música dele é: " léger, tendre et bourré d’humour" .
Abaixo os clips de trabalho de J'aime plus Paris e Comme un manouche sans guitarre.
Seu primeiro cd foi lançado em 2007, Comme un manouche sans guitar.
O cd foi puxado pelo single J'aime plus Paris. São 14 faixas sendo 3 instrumentais. Como dito no site da Fnac a música dele é: " léger, tendre et bourré d’humour" .
Abaixo os clips de trabalho de J'aime plus Paris e Comme un manouche sans guitarre.
outras opniões:
+ http://musique.krinein.com/dutronc-comme-manouche-sans-guitare-8628/critique-7223.html
+/- http://www.telerama.fr/musiques/comme-un-manouche-sans-guitare,21687.php
- http://www.etat-critique.com/Comme-un-manouche-sans-guitare_musique_970.html
Em 2011 foi lançado o segundo cd Silence on tourne, on tourne en rond, contendo 15 canções sendo 4 instrumentais.
Os dois discos são bem parecidos, canções leves, com um toque de humor e agradáveis de escutar.
Entre os dois discos creio que não gostei de no máximo 5 músicas, o que para os dias de hoje, onde discos são lançados com uma duas músicas escutáveis no máximo, está muito bom.
Abaixo 3 clips tirados do segundo cd.
outras opniões:
+ http://www.musicactu.com/actualite-musique/137689/silence-on-tourne-on-tourne-en-rond-thomas-dutronc/
+/- http://www.lexpress.fr/culture/musique/thomas-dutronc_1036404.html
- http://www.telerama.fr/musiques/silence-on-tourne-on-tourne-en-rond,73627.php
Marcadores:
Comme un manouche sans guitarre,
Demain,
J'aime plus Paris,
música francesa,
Sac Ado,
Silence on tourne on tourne en round,
Thomas Dutronc,
turlututu
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Leia o livro veja o filme 8: Bonsái
Bonsái é o primeiro romance do escritor chileno Alejandro
Zambra, decidi compra-lo após vê-lo citado em duas listas de melhores leituras
de 2012, no r.izze.nhas e no Hellfire Club.
Numa visitinha na livraria
Cultura dei de cara com a versão espanhola da editora Anagrama, e apesar do
preço salgado, por um livrinho de 94 paginas, acabei levando-o para casa.
Segundona pela manhã, ponho o
livrinho em baixo do braço e levo de companhia para a academia de ginastica,
quando meus 30 minutos de bicicleta tinham chegado ao fim eu já estava na
metade do livro. O livro é muito gostoso de ler, tanto que após ver o filme não
resisti a tentação de lê-lo outra vez.
Aparentemente tudo é dito no
primeiro paragrafo: " Al
final ella muere y él se queda solo, aunque en realidad se había quedado solo
varios años antes de la muerte de ella, de Emilia. Pongamos que ella se llama o
se llamaba Emilia y que él se llama, se llamaba y se sigue llamando Julio. Julio
y Emilia. Al final Emilia muere y Julio no muere. El resto es literatura."
, mas as coisas não são bem assim.
Alejandro Zambra se
utiliza de uma narrativa extremamente concisa e vai criando alguns pequenos
desvios para que sejam apresentados os coadjuvantes da estoria de Julio. No
blog da Anica, Hellfire Club, além da ótima resenha, temos uma ilustração do
Tuca consegue esquematizar o relacionamento dos personagens usando um Bonsái
como modelo.(http://www.anica.com.br/2013/01/27/bonsai-alejandro-zambra/)
Enquanto eu lia ficava
imaginando como aquilo poderia virar filme,quase sempre faço isso, mas o que ia
me deixando cada vez mais interessado eram aquelas desviadas que ele dava no
texto para falar de algum personagem seguido de um corte abrupto e de um
retorno ao Julio.
Em 2011, Bonsái foi levado as
telas pelo cineasta chileno Christián Jiménez, para quem deseja assistir este
filme é relativamente fácil de ser encontrado na internet, em copias com
legendas em inglês.
A questão é: o filme é
ruim? Não, não é, mas não se compara ao livro. Devem existir casos em que o
filme seja melhor que o livro,mas nenhum exemplo me vem a mente agora.
O que me incomodou foi a
mudança no fio narrativo, a falta dos cortes abruptos que o autor dava em algum
ramos da estoria que ele tinha acabado de iniciar, creio que
ficaria ótimo no filme. Algumas situações foram omitidas, algumas
cenas, inclusive cruciais, foram alteradas fazendo com que o filme perdesse
muito do charme do livro.
Se eu não tivesse lido o livro
com certeza não veria tantos problemas na película e teria gostado mais do
filme, talvez seja interessante seguir o caminho contrario ao que eu segui, ver
o filme primeiro e ler o livro depois. Por sinal dá para fazer os dois gastando
praticamente o mesmo tempo, algo entre 90 e 120 minutos cada.
Trailer
de Bonsai
conto Tantalia: http://librosconaroma.escritoresdepinamar.com/?p=80
outras resenhas interessantes:
http://rizzenhas.com/2012/05/29/resenha-bonsai-de-alejandro-zambra/
http://www.sobrelibros.cl/content/view/72/2/
http://letras.s5.com/az280910.html
http://www.blogdecine.com/criticas/bonsai-en-busca-del-tiempo-perdido
http://www.elotrocine.cl/2012/04/25/critica-bonsai-2011-la-pelicula-en-que-ella-muere-y-el-protagonista-se-queda-solo/
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