No final de 2014 começaram a circular na Françacomentários sobre o novo livro de Michel Houellebecq, dizendo que seria mais uma obra provocatória onde o controverso escritor francês estaria novamente atacando o islamismo. Fiquei curioso aguardando o livro, os funestos adventos ocorridos em Paris não afetaram minha decisão de leitura de nenhuma maneira.
Do que se trata o livro: em 2022 o partido socialista francês fragilizado após dois mandatos de Hollande é ultrapassado por um novo partido, muçulmano, que vai ao segundo turno das eleições contra Marine Le Pen, com a vitoria dos muçulmanos a França torna-se um pais "árabe".
Enquanto esses fatos se desenrolam no livro vamos acompanhando a vida de François, um professor universitário especializado em Huysman que dá aulas na Sorbonne.
Soumission é um livro tipico de Michel Houellebecq, para começar temos nosso personagem François que poderia estar em La carte et e le territoire ou em Plateforme, ele têm todas as características dos outros personagens, um sujeito mediano, que não consegue se relacionar com as mulheres, que não possui praticamente vida social e que pelo acaso é posto numa situação especial.
Assim como em seus seus outros livros, Houellebecq, utiliza sem muitos escrúpulos pessoas reais como personagens de seus livros, assim em Soumission temos Hollande, Marie Le Pen, Manuel Valls entre outros políticos franceses que passam pelas paginas do livro lado a lado com personagens fictícios.
Dizer que a leitura é agradável num livro de Houellebecq é um pouco de exagero, mas ela flui facilmente e eu fiquei envolvido para ver que fim teria François.
Pondo o livro contra a realidade achei os argumentos muito fracos, após a vitoria eleitoral dos muçulmanos, eles mudam o sistema politico, o sistema econômico e viram a França de cabeça para baixo sem haver nenhuma oposição. Acreditar que os franceses, e principalmente as francesas, iriam abrir mão de todas as suas conquistas sociais assim sem nem mesmo um sinal de protesto e muito que forçado, ocorreu uma eleição acirrada e no dia seguinte após algumas medidas radicais não existe mais oposição e muita forçação de barra, mas e o que esperamos sempre de Houllebecq, provocação.
Pessoalmente não achei o livro uma afronta contra o Islam e sim uma provocação contra os franceses (é principalmente as francesas) sobrando um pouquinho de maldade também para os outros países europeus.
Um pouquinho do que se falou sobre o livro:
http://www.telerama.fr/livre/ecoutez-un-extrait-de-soumission-de-michel-houellebecq-lu-par-fabienne-bussaglia,121179.php
http://www.metronews.fr/culture/soumission-de-michel-houellebecq-ni-bete-ni-mechant-ni-dangereux-le-livre-polemique-a-plutot-plu-a-la-redaction/moav!4o6jyMeZOdH1M/
http://www.vanityfair.fr/culture/livre/articles/soumission-de-michel-houellebecq-ou-lislam-pour-tous/23394
http://www.liberation.fr/livres/2015/01/06/michel-houellebecq-et-le-cas-soumission_1174350
sábado, 28 de fevereiro de 2015
sábado, 30 de agosto de 2014
Comprando o livro pela capa: Au sud de la frontière, à l'ouest du soleil
"Hajime est un homme accompli, père de famille et heureux propriétaire d'un club de jazz de Tokyo. Lorsqu'un beau jour, son amour d'enfance, Shimamoto-san, surgit dans son bar. Les retrouvailles avec cette femme insaisissable, qui n'apparaît que les jours de pluie, plongent Hajime dans l'abîme d'une quête obsédante, contre la course du temps et des sentiments..."
Au sud de la frontière, à l'oest du soleil conta a estoria de Hajime, nascido no Japão pós-guerra, um garoto que se sentia estigmatizado devido a sua condição de filho único, não usual para a época, e acaba se aproximando de uma garota, que também era filha única, e eles acabam criando uma ligação especial que acaba sendo rompida quando a garota se muda, Hajime vai levar a lembrança dos momentos partilhados com Shimamoto-san por toda a vida.
Hajime passa por dificuldades tanto na puberdade quanto no inicio de sua vida adulta, ele somente volta a se sentir "bem" quando conhece sua esposa, quando tudo parecia ter se arranjado em sua vida eis que Shimamoto-san ressurge fazendo com que ele comece a questionar seu mundo.
Eu sempre me surpreendo com os livros do Murakami e Au sud de la frontière, à l'oest du soleil não fugiu a regra, Hajime é terrivelmente real, credível,e a partir de um argumento quase que clichê Hajime consegue prender nossa atenção para seguir sua viagem. Comparado com suas outras obras esse livro não possui situações insólitas, se aproximando mais de Norwegian Wood do que por exemplo Kafka sur la rivage. Também não podem faltar citações de música e elas estão mais uma vez lá, jazz, clássico, pop as vezes rock, já me habituei a ler Murakami ouvindo-as e realmente vale a pena.
Recomendo a leitura principalmente para quem acabou de entrar no universo de Murakami via Norwegian Wood.
Um documentário muito interessante sobre Murakami:
Au sud de la frontière, à l'oest du soleil conta a estoria de Hajime, nascido no Japão pós-guerra, um garoto que se sentia estigmatizado devido a sua condição de filho único, não usual para a época, e acaba se aproximando de uma garota, que também era filha única, e eles acabam criando uma ligação especial que acaba sendo rompida quando a garota se muda, Hajime vai levar a lembrança dos momentos partilhados com Shimamoto-san por toda a vida.
Hajime passa por dificuldades tanto na puberdade quanto no inicio de sua vida adulta, ele somente volta a se sentir "bem" quando conhece sua esposa, quando tudo parecia ter se arranjado em sua vida eis que Shimamoto-san ressurge fazendo com que ele comece a questionar seu mundo.
Eu sempre me surpreendo com os livros do Murakami e Au sud de la frontière, à l'oest du soleil não fugiu a regra, Hajime é terrivelmente real, credível,e a partir de um argumento quase que clichê Hajime consegue prender nossa atenção para seguir sua viagem. Comparado com suas outras obras esse livro não possui situações insólitas, se aproximando mais de Norwegian Wood do que por exemplo Kafka sur la rivage. Também não podem faltar citações de música e elas estão mais uma vez lá, jazz, clássico, pop as vezes rock, já me habituei a ler Murakami ouvindo-as e realmente vale a pena.
Recomendo a leitura principalmente para quem acabou de entrar no universo de Murakami via Norwegian Wood.
Um documentário muito interessante sobre Murakami:
sábado, 9 de agosto de 2014
Indochine: Paradize
Indochine (Indochina), termo cunhado pelos franceses para designar sua antiga colonia na Asia, onde hoje estão localizados Vietnã, Laos e Camboja.
Indochine: grupo de rock francês, meio que new-wave, surgido nos anos 80. O grupo após ter tido um relativo sucesso com seus primeiros discos foi perdendo popularidade durante a década de 90, após a virada do milênio a banda acaba voltando ao sucesso com o disco Paradize.
No caminho para chegar a Paradize o grupo Indochine sobreviveu primeiro a saída de um de seus membros fundadores, Dominique Nicolas e depois pela morte de Stéphane Sirkis irmão gêmeo do outro fundador, e alma, do grupo Nicola Sirkis.
A nova sonoridade do grupo foi muito influenciada pela entrada no grupo do guitarrista Oli de Sat.
Roupas de couro, negro e vermelho, penteados e cortes de cabelo radicais (para ser educado) e temas pesados: sexo, morte, religião,traição, dificuldade de adequação são recorrentes em letras na maioria das vezes ambíguas.
Sem duvida a balada J'ai demandé à la lune foi uma das forças a impulsionar as vendas desse que é provavelmente um dos discos de rock francês mais bem sucedido comercialmente, além dela também foram lançados alguns outros clips que nos dão uma boa visão da sonoridade e do visual, um tanto quanto estranho, da banda.
duas resenhas interessantes:
http://www.albumrock.net/critiquesalbums/indochine-paradize-307.html
http://musique.krinein.com/indochine-paradize/
uma resenha devastadora:
http://clashdohertyrock.canalblog.com/archives/2009/09/09/15010293.html
Indochine: grupo de rock francês, meio que new-wave, surgido nos anos 80. O grupo após ter tido um relativo sucesso com seus primeiros discos foi perdendo popularidade durante a década de 90, após a virada do milênio a banda acaba voltando ao sucesso com o disco Paradize.
No caminho para chegar a Paradize o grupo Indochine sobreviveu primeiro a saída de um de seus membros fundadores, Dominique Nicolas e depois pela morte de Stéphane Sirkis irmão gêmeo do outro fundador, e alma, do grupo Nicola Sirkis.
A nova sonoridade do grupo foi muito influenciada pela entrada no grupo do guitarrista Oli de Sat.
Roupas de couro, negro e vermelho, penteados e cortes de cabelo radicais (para ser educado) e temas pesados: sexo, morte, religião,traição, dificuldade de adequação são recorrentes em letras na maioria das vezes ambíguas.
Sem duvida a balada J'ai demandé à la lune foi uma das forças a impulsionar as vendas desse que é provavelmente um dos discos de rock francês mais bem sucedido comercialmente, além dela também foram lançados alguns outros clips que nos dão uma boa visão da sonoridade e do visual, um tanto quanto estranho, da banda.
duas resenhas interessantes:
http://www.albumrock.net/critiquesalbums/indochine-paradize-307.html
http://musique.krinein.com/indochine-paradize/
uma resenha devastadora:
http://clashdohertyrock.canalblog.com/archives/2009/09/09/15010293.html
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Comprando o livro pela capa: Monsieur Pain
" A un discípulo de Mesmer le encargan que cure el hipo que sufre un sudamericano pobre abandonado en un hospital de París en la primavera de 1938. En apariencia, nada puede pasar. Sin embargo el mesmerista Pierre Pain se verá envuelto en una gran intriga."
Monsieur Pain é um tipo de "curandeiro" que segue os preceitos de Mesmer, a estoria se desenvolve a partir do momento em que a viúva de um seu ex-paciente o chama para que ajude na recuperação do marido de uma amiga, a partir do momento em que ele aceita o encargo uma sucessão de fatos estranhos começam a ocorrer ao seu entorno.
Gostei ou não gostei?.
Monsieur Pain me deixou dividido, o livro não é ruim, muito pelo contrario, mas senti a falta daquela sensação de encantamento instantâneo que tive ao ler outras obras de Roberto Bolaño, especialmente com Los Detectives Salvajes e Nocturno de Chile.
Monsieur Pain que foi editado pela primeira vez com o nome de La Senda de los Elefantes foi escrito no período em que Bolaño assolado por problemas financeiros começa a deixar a poesia de lado e tinha se posto a participar de concursos literários com boas premiações financeiras, por sinal na nota preliminar do livro ele conta que foi premiado por esse livro.
Ficção com realidade, situações inusitadas o universo tipico dos livros de Bolaño já vão tomando forma nesse livro, pessoalmente não recomendaria para quem quer começar a conhecer a obra dele, mas sim para quem já gosta e quer ter uma visão mais completa desse escritor chileno.
algumas resenhas interessantes:
http://elpais.com/diario/2000/03/04/cultura/952124410_850215.html
http://www.thecult.es/Cronicas/monsieur-pain-de-roberto-bolano.html
http://www.letras.s5.com/bolanorobe0808.htm
Monsieur Pain é um tipo de "curandeiro" que segue os preceitos de Mesmer, a estoria se desenvolve a partir do momento em que a viúva de um seu ex-paciente o chama para que ajude na recuperação do marido de uma amiga, a partir do momento em que ele aceita o encargo uma sucessão de fatos estranhos começam a ocorrer ao seu entorno.
Gostei ou não gostei?.
Monsieur Pain me deixou dividido, o livro não é ruim, muito pelo contrario, mas senti a falta daquela sensação de encantamento instantâneo que tive ao ler outras obras de Roberto Bolaño, especialmente com Los Detectives Salvajes e Nocturno de Chile.
Monsieur Pain que foi editado pela primeira vez com o nome de La Senda de los Elefantes foi escrito no período em que Bolaño assolado por problemas financeiros começa a deixar a poesia de lado e tinha se posto a participar de concursos literários com boas premiações financeiras, por sinal na nota preliminar do livro ele conta que foi premiado por esse livro.
Ficção com realidade, situações inusitadas o universo tipico dos livros de Bolaño já vão tomando forma nesse livro, pessoalmente não recomendaria para quem quer começar a conhecer a obra dele, mas sim para quem já gosta e quer ter uma visão mais completa desse escritor chileno.
algumas resenhas interessantes:
http://elpais.com/diario/2000/03/04/cultura/952124410_850215.html
http://www.thecult.es/Cronicas/monsieur-pain-de-roberto-bolano.html
http://www.letras.s5.com/bolanorobe0808.htm
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Mondovisione - Luciano Ligabue
Mondovisione é o decimo album de estúdio de Luciano Ligabue, mesmo tendo sido lançado no final de 2013 foi o recordista de vendas na Itália durante o ano passado. O disco saiu com 14 canções inéditas e no caso de compra pelo iTunes acompanha uma versão acústica do primeiro single Il Sale della Terra.
Luciano Ligabue abre o disco com Il muro del suono, que não deixa margem a duvidas de que temos de volta um Ligabue mais rockeiro e menos pop, não que ele abandone a sua capacidade de fazer baladas, o que ele deixa claro em Tu sei lei.
Romântico, indignado, saudosista, confessional Ligabue fala sobre suas experiencias mas sempre parece estar escrevendo sobre todos nós.
Abaixo os clips dos singles tirados do disco, na ordem de seu lançamento.
Luciano Ligabue abre o disco com Il muro del suono, que não deixa margem a duvidas de que temos de volta um Ligabue mais rockeiro e menos pop, não que ele abandone a sua capacidade de fazer baladas, o que ele deixa claro em Tu sei lei.
Romântico, indignado, saudosista, confessional Ligabue fala sobre suas experiencias mas sempre parece estar escrevendo sobre todos nós.
Abaixo os clips dos singles tirados do disco, na ordem de seu lançamento.
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Comprando os livros pela capa: Prigione con piscina + Cadavere Squisito
Depois de ler uma critica interessante sobre Luigi Carletti trazendo através da Ibs dois de seus livros, trazer somente um nunca vale a pena devido ao frete.O primeiro que li foi Prigione con Piscina um giallo, o livro se passa em uma vila muito exclusiva em Roma, o personagem principal Filippo Ermini é um professor universitário, filho de militar, que sofreu um grave acidente e está preso a uma cadeira de rodas. O ambiente aparentemente pacifico daquele condomínio de luxo vai ser quebrado após a chegada de um morador um tanto quanto suspeito.
Para ser sincero não gostei muito desse livro, pouca coisa ocorre durante boa parte do livro e ao final vários eventos se sucedem de maneira um tanto quanto gratuita.
Fui para a leitura de Cadavere Squisito sem muitas pretensões e acabei me surpreendendo com um bom giallo. Nicola Maria Sadler, Nikki, é um publicitário de sucesso que está atravessando um momento de crise, tanto em sua vida profissional como na sua vida pessoal. Para complicar sua companheiro o abandonou e ele não consegue lembrar a razão, quando menos esperava ele se vê envolvido na morte de um vizinho, enquanto tenta descobrir o que está ocorrendo ao seu redor ele começa a ter crises constantes de amnesia.Para quem gosta de romances policiais o livro é um prato cheio, intrigas e reviravoltas, surgem durante a narração levando o livro a um final inesperado.
Uma entrevista com o autor.
Le Diable au Corps - Radiguet x Bellocchio
Do meio para o final da década de 80, com o abrandamento da ditadura ,começaram a ser liberados vários filmes que tinham ficado parados na censura, alguns por motivos políticos: Estado de Sitio, Z, Zabriskie Point ,... ou mesmo pela temática sexual: Emmanuele, Histoire d'O, Decameron ,..., no meio desses apareceu Il Diablo nel Corpo, que tinha trazia dois problemas segundo a censura, falava de terrorista e tinha uma cena de sexo oral. A solução original encontrada na época foi simples, vamos escurecer a cena de sexo oral até não se distinguir o que está ocorrendo, afinal a ditadura estava acabando mas a igreja não devia ser contrariada.
Diabo no corpo se baseia no relacionamento entre um estudante secundário com a noiva de um terrorista preso (estávamos nos anos de chumbo na Itália), eu sabia vagamente que se tratava de uma adaptação de um livro. Ano passado acabei me deparando com uma resenha do livro no blog rizzenhas
( http://rizzenhas.com/2013/07/25/resenha-o-diabo-no-corpo-de-raymond-radiguet/) e pelo que li parecia que o livro era muito diferente do filme.
Em janeiro passado estive em Bruxelas e passei bons momentos escavando livros no sebo Pêle-Mêle, no meio de minha busca caiu em minhas mãos uma edição de Le Diable au Corps, pela incrível quantia de 1 euro. De volta ao Brasil este acabou sendo uma de minhas primeiras leituras.
O livro, quando de sua publicação, foi acolhido com um clamor de escândalo, afinal tratava do romance entre um adolescente é uma mulher casada, para piorar com um soldado lutando na primeira guerra-mundial.
Radiguet publicou seu livro com 20 anos e acabou morrendo pouco depois. Muito do que está no livro parece ter um fundo biográfico, o que explica as constantes mudanças de opinião do narrador, um adolescente, ora ama, depois não ama mais, depois continua amando, cheguei a pensar que ele devia ser algum ancestral da Bella Swan.
Do livro Bellocchio acabou usando somente a ideia do jovem envolvido com a mulher mais velha, comprometida, quanto ao resto ele mudou tudo, a época, o contesto e o final do casal são totalmente diferentes nas duas obras.
Resumo da opera, li o livro, gostei mas achei por demais datado. O filme vi praticamente no lançamento e me recordo de ter achado meio excessivo, vinte e cinco anos depois não dá para assistir com alguém sem assumir um ar meio professoral para explicar o que se passa.
cena final do filme.
Diabo no corpo se baseia no relacionamento entre um estudante secundário com a noiva de um terrorista preso (estávamos nos anos de chumbo na Itália), eu sabia vagamente que se tratava de uma adaptação de um livro. Ano passado acabei me deparando com uma resenha do livro no blog rizzenhas
( http://rizzenhas.com/2013/07/25/resenha-o-diabo-no-corpo-de-raymond-radiguet/) e pelo que li parecia que o livro era muito diferente do filme.
Em janeiro passado estive em Bruxelas e passei bons momentos escavando livros no sebo Pêle-Mêle, no meio de minha busca caiu em minhas mãos uma edição de Le Diable au Corps, pela incrível quantia de 1 euro. De volta ao Brasil este acabou sendo uma de minhas primeiras leituras.
O livro, quando de sua publicação, foi acolhido com um clamor de escândalo, afinal tratava do romance entre um adolescente é uma mulher casada, para piorar com um soldado lutando na primeira guerra-mundial.
Radiguet publicou seu livro com 20 anos e acabou morrendo pouco depois. Muito do que está no livro parece ter um fundo biográfico, o que explica as constantes mudanças de opinião do narrador, um adolescente, ora ama, depois não ama mais, depois continua amando, cheguei a pensar que ele devia ser algum ancestral da Bella Swan.
Do livro Bellocchio acabou usando somente a ideia do jovem envolvido com a mulher mais velha, comprometida, quanto ao resto ele mudou tudo, a época, o contesto e o final do casal são totalmente diferentes nas duas obras.
Resumo da opera, li o livro, gostei mas achei por demais datado. O filme vi praticamente no lançamento e me recordo de ter achado meio excessivo, vinte e cinco anos depois não dá para assistir com alguém sem assumir um ar meio professoral para explicar o que se passa.
cena final do filme.
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