domingo, 19 de abril de 2015

Jovanotti - Lorenzo 2015 CC.

Três anos após o lançamento de Ora Jovanotti retorna com um novo "disco" Lorenzo 2015 CC., qual a razão das aspas, segundo as palavras do próprio Jovanotti ele não acha sua obra bem um disco: “Siamo nell’epoca del cloud quindi io considero questo disco più un cloud che un disco. È una nuvola che ti può far piovere giù tutta la musica che vuoi, anche per questo ci son dentro trenta canzoni. Che son tante, lo so”.
Lorenzo 2015 CC. é composto por 30 canções que vão do rock ao rap, passando pelo pop, pelo samba e pelo que mais se possa imaginar.
Para se compreender um pouco o disco recomendo assistir a apresentação que ele deu no lançamento da obra.



como previa do disco foi lançado o single Sabato
 


junto com o lançamento do disco foi lançado o segundo single "Gli Immortali"




Para ser sincero não consegui ainda digerir o disco completamente, e já faz mais de um mês que estou escutando, e aqui e acolá ainda vão aparacendo algumas novas perolas. como resumo até esse momento fico com a impressão de que ele é um artista singular em nosso tempo de massificação.

algumas criticas muito interessantes:
http://xl.repubblica.it/articoli/lorenzo-2015-cc-jovanotti-e-la-fine-degli-album/17502/
http://www.rollingstone.it/musica/news-musica/lorenzo-2015-cc-il-nuovo-disco-di-jovanotti-spiegato-traccia-per-traccia/2015-02-24/
http://www.rockol.it/recensioni-musicali/dischi/5932/jovanotti-lorenzo-2015-cc?refresh_ce
http://www.ilfattoquotidiano.it/2015/02/25/jovanotti-lorenzo-2015-cc-disco-contiene-tutto-contrario-tutto-recensione/1454844/
http://www.allmusicitalia.it/recensioni/lorenzo-2015-cc-jovanotti-recensione.html

Segundo o Deezer são 2 horas e 10 minutos de música que podem conferidas no site



Comprando o livro pela capa: Mis documentos

Mis documentos é a minha quarta experiência com o universo do escritor chileno Alessandro Zambra, por questão do quase total abandono que este "blog" está sofrendo por parte de seu autor somente Bonsái está resenhado, La vida privada de los árboles e Formas de volver a casa apesar de serem ótimos livros ,dei 4 estrelinhas no Skoob e no Goodreads,ficaram no esquecimento.
Voltando ao livro Mis documentos é um livro de contos,é eu tenho um serio problema com livro de contos, eu empaco na leitura e acaba sendo um martírio acabar o livro, um caso clássico no meu Hall of Shame da leitura é L'éléphant s'évapore , livro de contos do Murakami, que já está pela terceira ou quarta tentativa de finalização da leitura e continua lá sem terminar.
Mis documentos é composto de 11 contos divididos em 3 seções, em uma estrutura que simula arquivos deixados em uma pasta de computador. Os contos têm um ar confessional, as vezes parecem ser um rascunho de um relato deixado para trás, os textos são bem diretos, sem aquelas filigranas que muitos escritores adoram colocar nos seus textos, você fica com aquela impressão de "nossa isso parece tão simples", mas não é. Tudo parece muito familiar, muitas estorias poderiam ser minhas ou suas e por essa razão acabam sendo envolventes e ao final posso dizer que é um livro gostoso de ler (têm uma estoria bem pesada lá pelo finzinho mas faz parte) .


links com resenhas interessantes algumas positivas outras nem tanto:
http://60watts.cl/2014/01/resena-alejandro-zambra/
http://www.elboomeran.com/blog-post/539/14583/patricio-pron/contra-los-prejuicios-mis-documentos-de-alejandro-zambra/
http://www.letrasdechile.cl/Joomla/index.php/comentarios-libros/2651-2651



sábado, 28 de fevereiro de 2015

Comprando o livro pela capa: Soumission

No final de 2014 começaram a circular na Françacomentários sobre o novo livro de Michel Houellebecq, dizendo que seria mais uma obra provocatória onde o controverso escritor francês estaria novamente atacando o islamismo. Fiquei curioso  aguardando o livro, os funestos adventos ocorridos em Paris não afetaram minha decisão de leitura de nenhuma maneira.
Do que se trata o livro: em 2022 o partido socialista francês fragilizado após dois mandatos de Hollande é ultrapassado por um novo partido, muçulmano, que vai ao segundo turno das eleições contra Marine Le Pen, com a vitoria dos muçulmanos a França torna-se um pais "árabe".
Enquanto esses fatos se desenrolam no livro vamos acompanhando a vida de François, um professor universitário especializado em Huysman que dá aulas na Sorbonne.
Soumission é um livro tipico de Michel Houellebecq, para começar temos nosso personagem François que poderia estar em La carte et e le territoire ou em Plateforme, ele têm todas as características dos outros personagens, um sujeito mediano, que não consegue se relacionar com as mulheres, que não possui praticamente vida social e que pelo acaso é posto numa situação especial.
Assim como em seus seus outros livros, Houellebecq, utiliza sem muitos escrúpulos pessoas reais como personagens de seus livros, assim em Soumission temos Hollande, Marie Le Pen, Manuel Valls entre outros políticos franceses que passam pelas paginas do livro lado a lado com personagens fictícios.
Dizer que a leitura é agradável num livro de Houellebecq é um pouco de exagero, mas ela flui facilmente e eu fiquei envolvido para ver que fim teria François.
Pondo o livro contra a realidade achei os argumentos muito fracos, após a vitoria eleitoral dos muçulmanos, eles mudam o sistema politico, o sistema econômico e viram a França de cabeça para baixo sem haver nenhuma oposição. Acreditar que os franceses, e principalmente as francesas, iriam abrir mão de todas as suas conquistas sociais assim sem nem mesmo um sinal de protesto e muito que forçado, ocorreu uma eleição acirrada e no dia seguinte após algumas medidas radicais não existe mais oposição e muita forçação de barra, mas e o que esperamos sempre de Houllebecq, provocação.
Pessoalmente não achei o livro uma afronta contra o Islam e sim uma provocação contra os franceses (é principalmente as francesas) sobrando um pouquinho de maldade também para os outros países europeus.

Um pouquinho do que se falou sobre o livro:
http://www.telerama.fr/livre/ecoutez-un-extrait-de-soumission-de-michel-houellebecq-lu-par-fabienne-bussaglia,121179.php
http://www.metronews.fr/culture/soumission-de-michel-houellebecq-ni-bete-ni-mechant-ni-dangereux-le-livre-polemique-a-plutot-plu-a-la-redaction/moav!4o6jyMeZOdH1M/
http://www.vanityfair.fr/culture/livre/articles/soumission-de-michel-houellebecq-ou-lislam-pour-tous/23394
http://www.liberation.fr/livres/2015/01/06/michel-houellebecq-et-le-cas-soumission_1174350



sábado, 30 de agosto de 2014

Comprando o livro pela capa: Au sud de la frontière, à l'ouest du soleil

"Hajime est un homme accompli, père de famille et heureux propriétaire d'un club de jazz de Tokyo. Lorsqu'un beau jour, son amour d'enfance, Shimamoto-san, surgit dans son bar. Les retrouvailles avec cette femme insaisissable, qui n'apparaît que les jours de pluie, plongent Hajime dans l'abîme d'une quête obsédante, contre la course du temps et des sentiments..."
Au sud de la frontière, à l'oest du soleil conta a estoria de Hajime, nascido no Japão pós-guerra, um  garoto que se sentia estigmatizado devido a  sua condição de filho único, não usual para a época, e acaba se aproximando de uma garota, que também era filha única, e eles acabam criando uma ligação especial que acaba sendo rompida quando a garota se muda, Hajime vai levar a lembrança dos momentos partilhados com Shimamoto-san por toda a vida.
Hajime passa por dificuldades tanto na puberdade quanto no inicio de sua vida adulta, ele somente volta a se sentir "bem" quando conhece sua esposa, quando tudo parecia ter se arranjado em sua vida eis que Shimamoto-san ressurge fazendo com que ele comece a questionar seu mundo.
Eu sempre me surpreendo com os livros do Murakami e Au sud de la frontière, à l'oest du soleil  não fugiu a regra, Hajime é terrivelmente real, credível,e a partir de um argumento quase que clichê Hajime consegue prender nossa atenção para seguir sua viagem. Comparado com suas outras obras esse livro não possui situações insólitas, se aproximando mais de Norwegian Wood do que por exemplo Kafka sur la rivage. Também não podem faltar citações de música e elas estão mais uma vez lá, jazz, clássico, pop as vezes rock, já me habituei a ler Murakami ouvindo-as e realmente vale a pena.
Recomendo a leitura principalmente para quem acabou de entrar no universo de Murakami via Norwegian Wood.


Um documentário muito interessante sobre Murakami:


sábado, 9 de agosto de 2014

Indochine: Paradize

Indochine (Indochina), termo cunhado pelos franceses para designar sua antiga colonia na Asia, onde hoje estão localizados  Vietnã, Laos e Camboja.
Indochine: grupo de rock francês, meio que new-wave, surgido nos anos 80. O grupo após ter tido um relativo sucesso com seus primeiros discos foi perdendo popularidade durante a década de 90, após a virada do milênio a banda acaba voltando ao sucesso com o disco Paradize.
No caminho para chegar a Paradize o grupo Indochine sobreviveu primeiro a saída de um de seus membros fundadores, Dominique Nicolas e depois pela morte de Stéphane Sirkis irmão gêmeo do outro fundador, e alma, do grupo Nicola Sirkis.
A nova sonoridade do grupo foi muito influenciada pela entrada no grupo do guitarrista Oli de Sat.
Roupas de couro, negro e vermelho, penteados e cortes de cabelo radicais (para ser educado) e temas pesados: sexo, morte, religião,traição, dificuldade de adequação são  recorrentes em letras na maioria das vezes ambíguas.
Sem duvida a balada J'ai demandé à la lune foi uma das forças a impulsionar as vendas desse que é provavelmente um dos discos de rock francês mais bem sucedido comercialmente, além dela também foram lançados alguns outros clips que nos dão uma boa visão da sonoridade e do visual, um tanto quanto estranho, da banda.















duas resenhas interessantes:
http://www.albumrock.net/critiquesalbums/indochine-paradize-307.html
http://musique.krinein.com/indochine-paradize/
uma resenha devastadora:
http://clashdohertyrock.canalblog.com/archives/2009/09/09/15010293.html

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Comprando o livro pela capa: Monsieur Pain

A un discípulo de Mesmer le encargan que cure el hipo que sufre un sudamericano pobre abandonado en un hospital de París en la primavera de 1938. En apariencia, nada puede pasar. Sin embargo el mesmerista Pierre Pain se verá envuelto en una gran intriga."
Monsieur Pain é um tipo de "curandeiro" que segue os preceitos de Mesmer, a estoria se desenvolve a partir do momento em que a viúva de um seu ex-paciente o chama para que ajude na recuperação do marido de uma amiga, a partir do momento em que ele aceita o encargo uma sucessão de fatos estranhos começam a ocorrer ao seu entorno. 
Gostei ou não gostei?.
Monsieur Pain me deixou dividido, o livro não é ruim, muito pelo contrario, mas senti a falta daquela sensação de encantamento instantâneo que tive ao ler outras obras de Roberto Bolaño, especialmente com Los Detectives Salvajes e Nocturno de Chile.
Monsieur Pain que foi editado pela primeira vez com o nome de La Senda de los Elefantes foi escrito no período em que Bolaño assolado por problemas financeiros começa a deixar a poesia de lado e tinha se posto a participar de concursos literários com boas premiações financeiras, por sinal na nota preliminar do livro ele conta que foi premiado por esse livro.
Ficção com realidade, situações inusitadas o universo tipico dos livros de Bolaño já vão tomando forma nesse livro, pessoalmente não recomendaria para quem quer começar a conhecer a obra dele, mas sim para quem já gosta e quer ter uma visão mais completa desse escritor chileno.

algumas resenhas interessantes:

http://elpais.com/diario/2000/03/04/cultura/952124410_850215.html
http://www.thecult.es/Cronicas/monsieur-pain-de-roberto-bolano.html
http://www.letras.s5.com/bolanorobe0808.htm




quarta-feira, 9 de julho de 2014

Mondovisione - Luciano Ligabue

Mondovisione é o decimo album de estúdio de Luciano Ligabue, mesmo tendo sido lançado no final de 2013 foi o recordista de vendas na Itália durante o ano passado. O disco saiu com 14 canções inéditas e no caso de compra pelo iTunes  acompanha uma versão acústica do primeiro single Il Sale della Terra.

Luciano Ligabue abre o disco com Il muro del suono, que não deixa margem a duvidas de que temos de volta um Ligabue mais rockeiro e menos pop, não que ele abandone a sua capacidade de fazer baladas, o que ele deixa claro em Tu sei lei. 
Romântico, indignado, saudosista, confessional Ligabue fala sobre suas experiencias mas sempre parece estar escrevendo sobre todos nós.

Abaixo os clips dos singles tirados do disco, na ordem de seu lançamento.






domingo, 16 de fevereiro de 2014

Comprando os livros pela capa: Prigione con piscina + Cadavere Squisito

Depois de ler uma critica interessante sobre Luigi Carletti trazendo através da Ibs dois de seus livros, trazer somente um nunca vale a pena devido ao frete.
O primeiro que li foi Prigione con Piscina um giallo, o livro se passa em uma vila muito exclusiva em Roma, o personagem principal Filippo Ermini é um professor universitário, filho de militar, que sofreu um grave acidente e está preso a uma cadeira de rodas. O ambiente aparentemente pacifico daquele condomínio de luxo vai ser quebrado após a chegada de um morador um tanto quanto suspeito.
Para ser sincero não gostei muito desse livro, pouca coisa ocorre durante boa parte do livro e ao final vários eventos se sucedem de maneira um tanto quanto gratuita.

 Fui para a leitura de Cadavere Squisito sem muitas pretensões e acabei me surpreendendo com um bom giallo. Nicola Maria Sadler, Nikki, é um publicitário de sucesso que está atravessando um momento de crise, tanto em sua vida profissional como na sua vida pessoal. Para complicar sua companheiro o abandonou e ele não consegue lembrar a razão, quando menos esperava ele se vê envolvido na morte de um vizinho, enquanto tenta descobrir o que está ocorrendo ao seu redor ele começa a ter crises constantes de amnesia.
Para quem gosta de romances policiais o livro é um prato cheio, intrigas e reviravoltas, surgem durante a narração levando o livro a um final inesperado.





Uma entrevista com o autor.

Le Diable au Corps - Radiguet x Bellocchio

Do meio para o final da década de 80, com o abrandamento da ditadura ,começaram a ser liberados vários filmes que tinham ficado parados na censura, alguns por motivos políticos: Estado de Sitio, Z, Zabriskie Point ,... ou mesmo pela temática sexual: Emmanuele, Histoire d'O, Decameron ,..., no meio desses apareceu Il Diablo nel Corpo, que tinha trazia dois problemas segundo a censura, falava de terrorista e tinha uma cena de sexo oral. A solução original encontrada na época foi simples, vamos escurecer a cena de sexo oral até não se distinguir o que está ocorrendo, afinal a ditadura estava acabando mas a igreja não devia ser contrariada.
Diabo no corpo se baseia no relacionamento entre um estudante secundário com a noiva de um terrorista preso (estávamos nos anos de chumbo na Itália), eu sabia vagamente que se tratava de uma adaptação de um livro. Ano passado acabei me deparando com uma resenha do livro  no blog rizzenhas
( http://rizzenhas.com/2013/07/25/resenha-o-diabo-no-corpo-de-raymond-radiguet/) e pelo que li parecia que o livro era muito diferente do filme.
Em janeiro passado estive em Bruxelas e passei bons momentos escavando livros no sebo Pêle-Mêle, no meio de minha busca caiu em minhas mãos uma edição de Le Diable au Corps, pela incrível quantia de 1 euro. De volta ao Brasil este acabou sendo uma de minhas primeiras leituras.
O livro, quando de sua publicação, foi acolhido com um clamor de escândalo, afinal tratava do romance entre um adolescente é uma mulher casada, para piorar com um soldado lutando na primeira guerra-mundial.
Radiguet publicou seu livro com 20 anos e acabou morrendo pouco depois. Muito do que está no livro parece ter um fundo biográfico, o que explica as constantes mudanças de opinião do narrador, um adolescente, ora ama, depois não ama mais, depois continua amando, cheguei a pensar que ele devia ser algum ancestral da Bella Swan.
Do livro Bellocchio acabou usando somente a ideia do jovem envolvido com a mulher mais velha, comprometida, quanto ao resto ele mudou tudo, a época, o contesto e o final do casal são totalmente diferentes nas duas obras.
Resumo da opera, li o livro, gostei mas achei por demais datado. O filme vi praticamente no lançamento e me recordo de ter achado meio excessivo, vinte e cinco anos depois não dá para assistir  com alguém sem assumir um ar meio professoral para explicar o que se passa.


cena final do filme.


Prata versus Nothomb

                            

No começo de 2013 acabei lendo quase que sequencialmente dois livros com temática bem parecida, Nu,de botas de Antonio Prata e Biographie de la faim de Amélie Nothomb.
O primeiro foi Nu, de botas, as gostosas lembranças de infância do paulistano Antonio Prata, também cresci numa vilinha paulistana, 16 nos antes, e acabei vendo muitas semelhanças nas memorias dele com as minhas. O livro de Antonio Prata é leve, agradável e por muitas vezes nos leva de volta a nossa infância, peguei o livro num domingo pela manha e a tarde já tinha trespassado suas 140 paginas.
O livro da Amélie Nothomb me tomou mais tempo, ela também cobre um período um pouco mais longo, chegando aos seus 21 anos. Amélie também usa o humor para relembrar de sua juventude e o livro não é difícil de ser lido.
Vamos as diferenças, Antonio Prata passa a visão do garoto que habitava em uma vilinha enquanto Amélie, filha de diplomatas belgas, passava de país em país (Japão, China, EUA e Bangladesch), sendo que o choque cultural que ela passava em cada país toma boa parte de suas memorias. Amélie toca em dois assuntos mais pesados, alcoolismo infantil e bulimia, apesar de não se aprofundar neles. A veia humorista dela digamos que possui um lado mais negro que o de Antonio Prata, tornando seu livro mais pesado.
Eu pessoalmente recomendo a leitura dos dois, acredito que são meio que complementares.


Annalisa

Annalisa, também conhecida como Nali, é uma jovem cantora italiana que já possui em seu curriculum 3 discos: Nali (2011) , Mentre tutto cambia (2012) e Non so ballare (2013).
Descobri o trabalho dela lendo num blog sobre os participantes de San Remo 2013, no qual vi um comentário sobre  Non so ballare, não sei se é por causa da idade que já está pesando, mas aquele ar meio retro, das canções italianas dos anos 60, acabou me interessando.
Pena que Non so ballare nunca chegou a ganhar um clip próprio, uma das melhores apresentações no Ýou Tube é está para Radio Italia .
 

Fuçando um pouquinho no You Tube encontrei alguns videos oficiais, o primeiro abaixo é de Alice é il blu, simgle do último CD Non so ballare, uma canção sobre a eterna insatisfação:
"Alice sorrise ma solo un minuto
Poi tutto tornò come prima
Manca sempre un minuto
Un sorriso infinito
Potrebbe accadere anche a te…"



Scintille, também defendida por ela em San Remo foi o primeiro single extraído de Non so ballare.



Senza riserva está no segundo disco Mentre tutto cambia



Tra due minuti è primavera também está em Mentre tutto cambia e foi o segundo single retirado desse cd.  Me parece que em italiano algumas coisas são ditas de maneira mais suave, sem a baixaria que estamos vendo a cada dia na finada mpb.
"dammi un motivo per continuare
dimmi che non sarà un’ avventura
proteggimi e poi abbracciami
tra due minuti è primavera."



Uma curiosidade é que em todos os clipes que eu postei a cidade de Verona está como pano de fundo, uma outra é a constante mudança que Annalisa faz no seu cabelo, tanto em corte, como em cor.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Proyecto Nocilla: Nocilla Dream, Nocilla Experience e Nocilla Lab.

Proyecto Nocilla  do escritor espanhol Augustín Fernandéz Mallo,  se constitui de 3 livros Nocilla Dream, Nocilla Experience e Nocilla Lab.
Augustín Fernandés Mallo formado em Fisica acabou se envolvendo primeiro com poesia, um tipo a qual ele chama de poesía pospoética, e depois com os romances.
Nocilla Dream seu primeiro livro, lançado em 2006, é alcunhado como um exemplar de literatura zapping, pequenos capítulos sem aparente conexão vão se sucedendo, a ficção de Mallo se mistura com textos assinados de outros autores. Computadores, programas, física nuclear, cultura pop e pequenos dramas que acabam  por ter como ponto comum um alamo no meio do deserto carregado com pares de sapatos entrelaçados.
Nocilla Experience lançado em 2008 seguiu pela mesma linha de seu antecessor, um detalhe interessante desse livro fica a cabo da reprodução de trechos de entrevistas de vários artistas pop. Pessoalmente tive um pouco a impressão de estar lendo mais do mesmo, com o detalhe que o "mesmo"  era muito bom.
Nocilla Lab, de 2009, me surpreendeu, fui para a leitura esperando encontrar o mesmo de seus antecessores e encontrei algo totalmente diferente.
O livro e dividido em 3 partes. A primeira se chama Motor automático de búsqueda. Nessa primeira parte temos a narração da estoria de um casal em busca da realização de um projeto. A narração dele segue um tipo de fluxo de consciência, mas parece a consciência de um homem febril, visto que por diversas vezes ele retoma a narrativa acrescentando mais detalhes. ( tive a impressão de algo do tipo Bolero de Ravel, a melodia sempre retorna a um ponto inicial acrecida de mais instrumentos).
Uma das coisas interessantes e que a narrativa parece "meio autobiográfica" por um incluir Augustín como sendo o personagem do casal e por citar o processo de criação de seus outros livros.
A segunda parte se chama Motor automático e começa a partir do ponto de parada primeira parte, a narração muda para um tipo de diário, a narrativa parece bem tradicional até o tom mudar completamente e você se sentir envolvido em um romance psicológico.
A terceira parte se chama Motor (fragmentos encontrados) começa como uma narração (o narrador ficou louco?) e termina como uma historia em quadrinhos em que Augustin encontra outro escritor  em uma plataforma de extração de petróleo.
No geral Nocilla Lab é um livro muito bom mas também muito estranho, parece um laboratório (talvez daí o Lab) de teste de recursos estilísticos.

P.S.:Tenho a curiosidade de saber como ficaria a primeira parte reescrita por Alejandro Zambra, creio que não passaria de 5 linhas.
P.S. 2: Nucilla não é Nutella, Nucilla é um cover espanhol do produto italiano.
P.S. 3: o proyecto conta também com um filme que pode ser visto no blog da alfaguara: http://blogs.alfaguara.com/fernandezmallo/proyecto-nocilla-la-pelicula/

algumas resenhas interessantes sobre os livros:
http://www.posfacio.com.br/2013/04/01/resenha-nocilla-dream/
http://rizzenhas.com/2013/12/11/resenha-nocilla-dream-de-agustin-fernandez-mallo/
http://periodistas-es.com/proyecto-nocilla-una-revolucion-en-la-narrativa-espanola-20903
http://www.pliegosuelto.com/?p=9165

Notte prima degli esami

Notte prima degli esami é um filme italiano de 2006, ambientado nos anos 80, que conta a estoria dos 5 amigos, Luca, Alice, Riccardo, Massi e Simona, na véspera do exame de maturidade.
A primeira cena é bem emblemática do tom do filme, o personagem Luca realiza o sonho de milhões de estudantes, dirigisse ao professor Martinelli e fala tudo que teve vontade de falar sobre ele durante os anos de escola, depois de haver desopilado o figado e de ter se sentido vingado ele  acaba tendo uma grande surpresa.



Uma paixão a primeira vista, uma traição, um amor secreto, uma gravidez juvenil, quase tudo que se poderia pensar em termos de clichê é utilizado no decorrer da estoria, num filme leve e divertido que se tornou meio que um cult movie para uma geração de italianos.
O ator que interpreta o professor Martinelli, Giorgio Faletti, também é um escritor de sucesso, tendo publicado já seis livros, entre eles Io Uccido


segunda-feira, 7 de outubro de 2013

5 de Alizée ou de que adianta ser famoso na internet?

Para começar nem sei  por que estou escrevendo esse post, afinal falar sobre Alizée aqui no Brasil e como que falar com as paredes, praticamente ninguém conhece a Alizée no Brasil, e  por sinal a única pessoa com a qual  eu pude até hoje falar sobre Alizée foi um colega de trabalho alemão, que também a conhecia.
Alizée para quem não conhece é uma cantora francesa que estourou nas paradas quando tinha 15 anos, com uma canção sugestivamente chamada de Moi Lolita, seus dois primeiros discos e maiores sucessos foram escritos pela dupla Mylene Farmer e Laurent Boutonnat, dupla que adora brincar com textos repletos de duplos sentidos.
Com o final da adolescência a ex- Lolita rompeu com sua mentora e decidiu seguir carreira própria, carreira por sinal que seguiu a partir desse momento em decadência crescente.
Seu primeiro disco sozinha ainda fez um grande sucesso no México, mas o quarto já passou em brancas nuvens e agora chegamos em "5 " seu quinto disco (terceiro sozinha) que vendeu até agora a ridícula quantidade de 7.000 copias.
A questão interessante é a seguinte, de que adianta ter 607.317 * pessoas que deram um curtir na sua pagina do Facebook se isso não se transforma em venda de seu trabalho?
Alizée possui uma serie de fans clubes aguerridos que se mobilizam nas mais variadas enquetes on-line mas que não conseguem ajuda-la a reerguer sua carreira.
Numa nova tentativa de relançar sua carreira Alizée  iniciou uma participação no Danse avec les stars, na primeira rodada ela é seu parceiro ficaram em primeiro lugar, será que isso vai ajuda-la a sair do limbo em que entrou? Daqui a alguns meses saberemos.
Bom é quanto ao disco? Eu gostei, entendo que não fosse se tornar um sucesso, como os dois milhões vendidos de Moi Lolita, mas não dá para justificar esse fracasso, ou será que dá?
A gravadora não está ajudando em nada, a divulgação é ridícula, o disco sofreu vários atrasos e a primeira versão do clip de A cause de l'automne, com problemas de sincroniafoi recolhida e substituída por outro mais tosco, o segundo single, Je veux bien, nem clip teve.
Bom vamos ao disco, a sonoridade é um tanto quanto anos 60, o que para meu gosto já é meio jogo ganho. O disco abre com A cause de l'automne, canção que que fala de ruptura, segue com 10 ans que fala do desgaste de uma relação, nesse ponto você para e se pergunta se o disco é confessional. E parece que ele é muito, Alizée usou o disco para exorcizar alguns fantasmas de seu passado recente.
Para quem quiser escutar o cd na faixa: http://www.rdio.com/artist/Aliz%C3%A9e/album/5/
Minhas faixas preferidas: 10 ans, Le dernier souffle, Happy End e Dans mon sac.

* 07/10/2013 as 12:30

O único clip oficial até o momento.


Clip de um fan usando cenas do clip rejeitado pela gravadora.



Alizée falando de sua participação no Danse avec les stars


P. S.: Danse avec les stars já teve duas transmissões, Alizée teve a melhor nota da primeira rodada e a segunda melhor na segunda, mantendo a liderança até o momento.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Comprando o livro pela capa: Sostiene Pereira

Pereira é um jornalista, responsável pelo caderno cultural de um pequeno jornal lisboeta, ele é obeso, cardiopata, acomodado, alienado e além de tudo ele é um viúvo que têm no retrato de sua falecida esposa seu maior confidente.
Estamos em Portugal em 1938, Salazar está no poder, Itália e Alemanha estão dominados por regimes totalitários, a vizinha Espanha ainda está em guerra civil, mas os franquistas já estão em grande vantagem.
Pereira não está preocupado com a situação, ele somente se preocupa com suas traduções para o caderno dominical de seu jornal, tudo muda ao ler um testo escrito por um jovem idealista, a partir desse momento a vida de Pereira vai pouco a pouco se transformando e ele passa a cada dia a ser mais consciente da situação em que se encontra e começa a assumir cada vez mais riscos.
Toda a trajetória de Pereira e apresentada como se fosse um depoimento policial/judicial, tanto que a expressão sostiene Pereira (afirma Pereira) se repete um número muito grande de vezes ao longo do testo.
Pereira foi encarnado nas telas por Marcello Mastroianni, no filme homônimo de 1995, dirigido por Roberto Faenza.

 

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Love Songs - Vanessa Paradis

Após revisar sua carreira com o lançamento de um Best Of, seguido de uma excursão em formato acústico (+ CD / DVD), Vanessa Paradis volta com um álbum de inéditas, um cd duplo com vinte e duas canções.
Love Songs é um álbum de canções pops, com uma sonoridade que mantém um pezinho nos anos 60, foi produzido por Benjamin Biolay, que também assina oito das canções do álbum.
Como esse era o primeiro trabalho da cantora após o rompimento de seu relacionamento com Johnny Depp confesso que estava temeroso de que o disco fosse muito depressivo, mas isso não se concretizou. Vanessa até se aventurou a cantar em italiano, uma canção de Domenico Modugno, Tu so' 'na cosa grande em uma versão quase bossa nova, seria alguma provocação para Carla Bruni? Falando em Carla Bruni não foram poucos os fans ,de Vanessa, que foram ao Twitter reclamar que Love Songs parecia mais ser um trabalho da italiana do que dela, para mim a queixa é um pouco exagerada, mas que algumas canções parecem seguir o mesmo tipo de arranjo parecem, a começar da primeira faixa do CD1 L'Au-delà, em todo caso para mim isso não seria de modo nenhum um demérito.


"Love, I don't know
 Nothing about love, you know
 Hold me till the day is done"  canta Vanessa no refrão do primeiro single retirado desse álbum, Love Song.



Uma de minhas canções preferidas nesse CD é Mi Amor, letra de Adrian Gallo da banda BB Brunes.
Dis moi que tu m'aimes 
Que la vie est belle 
Que ce monde est fou ...

domingo, 25 de agosto de 2013

Comprando o livro pela capa: La literatura nazi en América

La literatura nazi en América es, en palabras de su autor, «una antología vagamente enciclopédica de la literatura filo-nazi producida en América desde 1930 a 2010, un contexto cultural que, a diferencia de Europa, no tiene conciencia de lo que es y donde se cae con frecuencia en la desmesura». Escrita a imitación de los diccionarios de literatura, esta ingeniosísima obra de ficción disfrazada de manual se compone de las más variadas reseñas dedicadas a la vida y la obra de autores inexistentes de una literatura inexistente, y constituye una excelente parodia de la historia real de la literatura iberoamericana." 

La literatura nazi en América  como o nome já diz é um compendio sobre a literatura de extrema-direita produzida nas Américas entre 1930 e 2010, o livro é extremamente detalhista, cada um dos 30 escritores possui sua própria mini biografia, com o devido enquadramento histórico-politico além de uma descrição de sua obra literária, o detalhe mais importante de todo esse trabalho é que La literatura nazi en América é uma obra de ficção, todos os autores biografados assim como as suas obras são fictícios.
Na eminencia do seu lançamento no Brasil ocorreu um certo mal estar, que pode até estar relacionado com a saída do escritor Rubem Fonseca da Companhia das Letras, em uma visitinha rápida ao Google se pode facilmente encontrar os relatos de toda a celeuma. O estopim da questão seria o seguinte trecho " .. un continuador de Rubem Fonseca, para entendernos. Ése escribía bien aunque decían que era un hijo de puta ". A frase é bem tipica do estilo provocador do escritor chileno, que não costumava poupar os escritores de quem não gostava.
Nesse livro somos apresentados pela primeira vez ao personagem Carlos Ramíres Hoffman, o infame, o qual retornara como um dos personagens principais em Estrela Distante a obra seguinte do autor.
Apesar de Roberto Bolaño já mostrar nesse livro todas as características que o levaram a ficar famoso, não recomendo La literatura nazi en América para quem deseja se iniciar na obra de Roberto Bolaño, para esses Noturno do Chile ou Estrela distante creio que seriam mais indicados. Para quem já gosta de Roberto Bolaño essa é mais uma obra que prova como era criativo esse escritor chileno.
P.S.: para deixar bem claro aos incautos, esse não é um livro para simpatizantes de extrema-direita.

sábado, 24 de agosto de 2013

Comprando o livro pela capa: La Délicatesse

« François pensa : si elle commande un déca, je me lève et je m’en vais. C’est la boisson la moins conviviale qui soit. Un thé, ce n’est guère mieux. On sent qu’on va passer des dimanches après-midi à regarder la télévision. Ou pire : chez les beaux-parents. Finalement, il se dit qu’un jus ça serait bien. Oui, un jus, c’est sympathique. C’est convivial et pas trop agressif. On sent la fille douce et équilibrée. Mais quel jus ? Mieux vaut esquiver les grands classiques : évitons la pomme ou l’orange, trop vu. Il faut être un tout petit peu original, sans être toutefois excentrique. La papaye ou la goyave, ça fait peur. Le jus d’abricot, ça serait parfait. Si elle choisit ça, je l’épouse… 
– Je vais prendre un jus… Un jus d’abricot, je crois, répondit Nathalie. 
Il la regarda comme si elle était une effraction de la réalité. » 
Mesmo já tendo assistido o filme, (http://poliglotanalfabeto.blogspot.com.br/2012/08/la-delicatesse.html) acabei não resistindo a tentação e acabei comprando o livro.
 O filme é igual ao livro? Não, mas são pequenos detalhes que diferem de um para o outro, sem no entanto alterar em praticamente nada a estrutura da estoria.
O livro é escrito em terceira pessoa, por uma narrador que não se furta a fazer comentários bem humorados sobre a situação do casal, além de intercalar varias observações, mais ou menos relativas a estoria, no meio da trama.
La Délicatesse, o livro, não me decepcionou em nada, pelo contrario a leitura foi extremamente agradável, levei somente um fim de semana para devorar as suas 210 paginas.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Little French Songs - Carla Bruni



Little French Songs é o quarto CD de Carla Bruni, o primeiro lançado após a saída de seu marido da presidência da França.
Carla Bruni continua com o mesmo estilo intimista de seus CDs anteriores, quem já gostou dos outros CDs dela dificilmente irá se decepcionar com esse lançamento.
Nesse disco a ex-primeira-dama francesa declara seu amor pela França, primeiro com os versos em italiano de Dolce Francia:
"Oggi vado per il mondo sotto mille cieli blu
È incantavoli, rotonde da Venezia a Tomboutku
Ma i miei più cari ricordi vengono tutti da te
Dai tuoi verdi paesaggi, e tuoi vilaggi, i tuoi caffè" .

Depois com a declaração de amor a Chanson Française em Little French Song:
" Quand tout va mal, when life goes wrong
try for a little french song
French songs are maybe démodées mais si douces à fredonner
French songs are tender à l´envi, nostalgiques à l´infini".

Carla também declara seu amor por Sarkozy em Mon Raymond e faz um acerto de contas com seus detratores em Le Pengoin.
Little French Songs, possui 11 canções, todas de autoria de Carla Bruni, abaixo 3 clips promocionais do disco.
A edição Deluxe no itunes possui  duas bonus track e 5 videos de um set acústico muito bom.









terça-feira, 7 de maio de 2013

Comprando o livro pela capa: La Fiesta del Chivo

Se arrependimento matasse eu estava frito, La Fiesta del Chivo ficou mais de uma ano parado em casa a espera de ser lido, posterguei a sua leitura de todas as formas possíveis, somente foi lido porque a outra opção tinha mais de 900 paginas e a preguiça falou mais alto.
Mario Vargas Llosa nos apresenta nesse livro o último dia na vida do ditador Trujillo, que governou a Republica Dominicana por 31 anos.
A historia é contada de 3 pontos de vista: do próprio Trujillo, de seus executores e através dos olhos de uma emigrada dominicana que relembra sua juventude, de uma forma amarga, durante uma visita a seu pai moribundo.
Das três narrativas a mais complexa é a dos executores, Mario Vargas Llosa  analisa a razão a qual levou cada um deles a participar do atentado de uma forma bem detalhada.
Já a narrativa mais envolvente com certeza é a de Urania Cabral, a qual te prende até o final para saber qual o terrível segredo que a fez abandonar o país e nutrir uma ira tão grande contra seu pai.
Esse não é um livro para quem têm estomago fraco, descrições de torturas e de violência permeiam pelo livro ao meso tempo que historia e ficção se mesclam a todo momento em um livro excepcional. 

Sinopsis: "¿Por qué regresa Urania Cabral a la isla que juró no volver a pisar? ¿Por qué 
sigue vacía y llena de miedo desde los catorce años? ¿Por qué no ha tenido un solo amor? 
En La Fiesta del Chivo asistimos a un doble retorno. Mientras Urania visita a su padre en 
Santo omingo, volvemos a 1961, cuando la capital dominicana aún se llamaba Ciudad 
Trujillo. Allí un hombre que no suda tiraniza a tres millones de personas sin saber que se 
gesta una maquiavélica transición a la democracia." 



http://www.caratula.net/ediciones/39/critica-achaverri.php
http://gabrielmario.blogspot.com.br/2010/10/critica-de-la-fiesta-del-chivo.html